quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sonhos de menina

Sonhos de menina

Eduardo Baqueiro


Somos feitos de sonhos...

Deixamos muitos sonhos esquecidos em algum lugar,

Em algum tempo no passado
E, de vez em quando eles nos trazem saudades...
Encontrei uma boneca dos sonhos coloridos
de alguém que muito amei!
É só uma boneca meio esquisita,
pouco bonita...
Mas quero que ela ainda faça alguém sorrir
ou chorar, não sei...
Ela representa mais um sonho que se desfaz
para dar lugar à realidade
Mesmo que pareça tarde...
Acho que a vida é assim!
Somos catadores de sonhos
Um aqui, outro acolá....
e assim vivemos...
Ou será que assim sonhamos?
Como é bom sonhar!
Sonhar com o impossível
Sonhar acordado deixando o tempo passar
E às vezes ser surpreendido
pela beleza... a poesia que volta
Mesmo que seja através de um velho brinquedo:
Uma velha e nem tão bonita boneca
Que um dia guardou os sonhos
De alguém que foi dona dos meus sonhos...



Revelações de mim

Revelações de mim
Eduardo Baqueiro


Se um dia eu entrar em tua casa não te assustes
Foi a saudade que apertou demais meu coração...
Se sentires uma presença em teu quarto não te alardes
Sou eu que venho implorar teu amor
É o desejo que sinto por ti...

Se um dia tocarem teu corpo não te assustes
Sou eu, venho conferir o amor que me juras
Não que não acredite em tuas palavras
Mas meu corpo necessita sentir teu calor...


Se chegar sem muito falar,
olhe bem em meus olhos
Escute o que eles têm para te falar
Não te surpreendas com o que ouvires deles
Será a verdade guardada em meu peito
que eles te dirão...

Se eu nada disser,
não fiques preocupada, relaxa
Apenas me abras teus braços
e digas que me ama
Não quero ouvir mais nada...
Quero apenas sentir teu ritmo em contato
com meu corpo!

Se invadir tua intimidade não te preocupes
com teus segredos
Estarão todos guardados dentro de mim
E de lá jamais sairão...

Mas não me negues teu carinho e teu amor
Chegarei como um mendigo faminto!
Saberás o que desejo com apenas um olhar
Mata minha fome e a sede que tenho de ti!

Não ficarei muito tempo,
não quero roubar-te o sossego
Ficarei o suficiente para marcar teu coração
Para matar minha vontade de ti
E para matar tua sede de mim...

Assim como entrei, sairei de tua vida
Mas nunca mais seremos os mesmos...
Sentiremos na alma que a felicidade é real
Apenas ainda não podemos alcançá-lá.

Levarei o gosto de tua boca
O sal de teu suor em contato com minha língua
Levarei além de tua doce lembrança
A certeza de que não somos apenas um caso
Somos duas almas a caminho da perfeição


Pelo menos uma vez


Pelo menos uma vez
Eduardo Baqueiro



Menina, não diga nada agora!
Qualquer coisa que possa dizer
vai estragar a mágica deste momento...
Deixe seus temores de lado
Meu coração está batendo,
descompassado,
por você...
Neste momento,
a única coisa que desejo
é sentir teus lábios colados ao meus!
Quero matar esta sede que sinto
por você
Uma sede que nunca acaba,
Aumenta quando você está ausente...
Esta boca cheia de feitiço e malícia
Me faz sentir menino novamente.
Vem menina, vem sentar no meu colo,
Vem sentir minhas mãos
acariciando seus cabelos,
Vem me provocar do jeito que
só você sabe,
Vem me envenenar com teu dengo...
Quero sonhar acordado,
olhando para teus olhos...
Quero viver meus melhores
momentos ao teu lado...
Pelo menos uma vez, menina,
não diga nada!
Me beije e me ame
somente...




Fragmentos de Amor

Fragmentos de Amor
Eduardo Baqueiro

Interessante nosso caso!
Nosso amor parece ter encontrado a pitada certa
O tempero no ponto exato,
Pois não é doce demais, tampouco salgado...
Ele é algo difícil de se explicar.
É como uma rosa que teima nascer entre pedras,
Desafiando o calor intenso e a falta d'água
Mas, depois de algum tempo, suas raízes encontraram solo fértil
Então, na calada da noite, cresceu e se tornou uma linda rosa...
Uma rosa que é rosa à noite e é azul de dia.
Um amor que cresceu sem se importar onde ia chegar
E chegou onde está, mais seguro, mais tranqüilo
mais maduro.
Um amor que une uma peixinha e um lobo
Um lobo que aprendeu a amar o mar
para poder chegar perto de sua amada!
Uma peixinha que, de teimosa, ensinou um lobo a amá-la
Estranhos os caminhos do amor!
Maravilhosos os efeitos deste amor dentro de nós!
Desejo a nós dois muito tempo para dividirmos,
Muito amor para gastar,
Muitos sorrisos e muitas gargalhadas,
Porque a vida, apesar de seus contratempos, é linda!
Muito mais linda com você junto de mim!
Com amor e carinho


Quero ser anjo

Quero ser anjo
Eduardo Baqueiro

Tenho tudo que desejo...
O amor de uma família,
O amor de um homem maravilhoso,
Uma profissão...
Sou bonita e querida por todos,
Parece que não me falta nada...
Na verdade desejaria ser um anjo!
Trocaria tudo que tenho
Para ser livre...
Desejaria voar, ser imensidão...
Sentir-me um anjo de verdade.
Mas minhas asas estão presas,
Eu não aprendi voar...
Sinto medo...
Preciso da minha liberdade
para ser completa.
Minha parte mulher se sente reprimida...
Minha alma reclama
o espaço que é meu por direito!
Desejaria gritar ao vento
Para que todos compreendam
que minha felicidade
não estará completa,
enquanto minhas asas
estiverem presas ao chão.
Não me basta somente amor,
Quero minha liberdade!
Somente assim estarei completa...
Somente assim serei teu anjo!

Quando o amor chegar


Quando o amor chegar

Eduardo Baqueiro



Esta paz que sentes no peito
É coisa passageira,
É apenas calmaria,
Prepara-te para a tempestade!

Assim é a vida...
Não te dará trégua,
Deixar-te-á apenas descansar.
O turbilhão está nascendo
Em teu peito.

Aquela bandida está chegando...
Está invadindo tua intimidade...
Já não irás dormir esta noite,
Teus pensamentos serão roubados.

É o amor que vem!
Chega sem pedir-te licença,
Acomodando-se em teu peito,
É a paz dizendo adeus.

Vive estes momentos de amor
Como se fosse a última vez,
Talvez o seja!
Não te importes,
Entrega-te aos braços de teu amor!

Talvez amanhã possa ser tarde...
Ela pode não esperar.
No peito, ela carrega muito amor
Pra dividir com aquele
Que se atreva a amá-la.

Assim como chegou
Ela poderá partir...
A dor se instalará no teu peito,
Mas sentirás a sensação doce de saber
que um dia ela te pertenceu!

DESILUSÃO

DESILUSÃO Mãos sobre o rosto
Escondem,
disfarçam
Encobrem a alegria ausente
De quem finge não estar doente
Doente? Não!

Despedaçado
Se tudo fosse rasgado
Aí sim se esvairiam
Em cada pedaço
A dor do futuro que não veio

De tudo aquilo reservado
Hoje perdido
O agora é passado esquecido

Nada mais conta, foi em vão, e então?
Revela-te em teus traços apagados.

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